quinta-feira, 28 de abril de 2011

Evolução?

Somos teoricamente mais evoluídos
temos nossos próprios signos
estudamos os anfíbios
em sentimentos somos peregrinos.

Viajamos a lua todos os dias
sofremos de estresse, estafa e bulimia

vivemos vivendo de mais-valia
pagamos milhões por terapias.

Temos um santo para cada dia
vendemos o céu com maestria
matamos irmãos, sobrinhos e tias
dos animais somos os únicos com homofobia.

Que evolução é essa meu Deus?
as pessoas só se preocupam com os seus
são tantos pseudo-ateus
quero ver na hora do derradeiro adeus!

Por: Rossano Coutelo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ange sans amour.

Eu que via em ti tantos motivos,
que vias em mim todo castigo
eu ia mandar a solidão
para o outro lado da contramão.
 

Eu pensava tanto, duvidava tanto,
tu não vias quanto era meu pranto
eu ia mudar de opinião
 
o tempo era a única questão.
 

Eu que era assim tão desamor,
vias em mim tanto pavor
era só me questionar
iria correndo te amar.
 

Eu buscava ter, sem perceber
quando perdi, que pude ver
se defendias como podias
e do todo fiquei sem nenhuma fatia.


Por: Rossano Coutelo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Hipermetropia Sentimental

Amo-te com os olhos.

Você invade minha retina
empurrando sentimentos através
da minha íris.
Que, as vezes, escorrem úmidos e tímidos pelo meu rosto.

Dói não tê-la perto de mim.

Pois eu tenho hipermetropia,
não enxergo teu amor de perto.

Por: Círero Augusto.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Amar.

Jardim sem flor
a flor sem regar
amor sem pudor
pudor de amar.

Eu juro te dar
as ondas do mar
no mar me afogar
me afogar de tanto amar.

Eu juro te ter
suspensa no ar
como as estrelas
sedentas de amar.

Eu vou te compor
e nunca deixar
deixar de ter
para sempre te amar.


Por: Rossano Coutelo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Samba Clotilde.

Não me larga neste mundo.
Não deixa saudade entrar pelo portão.

Clotilde,
sai de cima do muro.
E vem morar logo no meu barracão.

Samba e mostra a beleza para este povo.
Dedico para ti está canção.

Dança Clotilde de novo,
no compasso do meu coração.

Por: Cícero Augusto.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O moço.

Hoje eu acordei vazio
e senti um pouco do que você sentia
era a falta que a falta me fazia
Eu até poderia te dizer umas palavras
mas nada pode curar a ausência do dia-a-dia.

Hoje eu acordei triste
e a lua em homenagem
me dizia da grande pessoa que partia
eu até poderia te ler um poema
mas a angústia não me permitia.

Um minuto ou uma vida inteira refletia
na mesma coisa ou como já se dizia
que a vida tem um preço, tem um fim
mas a falta que o sol te faz a noite
é tão forte que não cabe nem em mim.

E quando fechares os olhos
e as suas pálpebras te impedirem de ver
o mundo exterior,
não se preocupe.
Lembraras do rosto da pessoa que te criou.

Por: Rossano Coutelo.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Enfadonho amor.

O amor cansa, fadiga, arranha
te deixa caído na lama
te faz ficar em casa no carnaval
mesmo assim cansas feito um animal.

O amor cobra, liga na hora
te cansa deitado na cama
diz que te ama fazendo drama
e depois te manda embora.

No fim, o amor te aluga
aluga tão completamente
tão profundamente,
que no fundo gostas.

Por: Rossano Coutelo.