quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

menino de Engenho.

Por que tu és magro menino?
-Não como, por isso não tenho porte.

De onde tu és menino?
-Sou da Mata-Norte.

Por que tu choras menino?
-Choro por que não tenho sorte.

E de que falta de sorte tu falas menino?
-Falo da falta de sorte do corte.

E o corte é fundo menino?
-Tão fundo, que me rasga
A alma e os dedos.
Me deixando a mercê da morte.


Por: Cícero Augusto.

3 comentários:

  1. Esplendido. E profundo, muito profundo.

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  2. Muito bem escrito, Cícero!
    Coeso, direto e belo. Cada palavra em seu devido lugar.

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  3. Cara...vc escreve bem nessa temática...

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